Rádio Som de Deus



Lançado em: 21-06-2019

VIDA É MISSÃO!

Meus queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando hoje o décimo segundo domingo do Tempo Comum. Após celebrar o tempo da Páscoa, as solenidades da Santíssima Trindade e Corpus Christi, a Igreja retoma, na liturgia, o Tempo Comum. 

A liturgia da Palavra de hoje nos apresenta dois aspectos que são intrínsecos à vida dos discípulos de Jesus: a profissão de fé e o assumir as consequências de ser discípulos.

Esses aspectos encontramos, de modo explícito, no evangelho de hoje e são complementados pela primeira e segunda leitura. Por isso, a nossa reflexão iniciará pelo evangelho, seguido das leituras.

No evangelho, extraído de são Lucas (Lc 9,18-24), Jesus estava reunido com seus discípulos. Esse texto pode ser dividido em duas partes que elucidam os aspectos de que falamos acima. Primeira parte, Jesus pergunta aos discípulos: “quem diz o povo que eu sou?”. Os discípulos começam a falar as respostas, de acordo com o que ouviam do povo. Jesus repete a pergunta, porém, direciona aos discípulos. Pedro toma a palavra e diz: “O Cristo de Deus”. A partir dessa resposta de Pedro, Jesus proíbe, por hora, os discípulos de darem testemunho da fé professada por Pedro e lhe diz: “faz o anúncio da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho do Homem”. Segunda, Jesus faz um alerta a todos os discípulos que, assim como Pedro, professaram a Fé nele: “se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará” (v.23-24). 

Na primeira leitura, extraída do livro da profecia de Zacarias (Zc12,10-11;13,1), o Senhor, por meio do profeta, diz ao povo que eles olharão para o Filho do Homem, “ferido de morte”, traspassado pela lança. A morte simboliza, nesse contexto, uma catástrofe para o povo, mas também um novo início, conversão e volta a Deus.

Na segunda leitura, extraída da carta de são Paulo aos Gálatas (Gl 3,26-29), são Paulo alerta aos membros da comunidade que a fé professada por eles está fincada em Jesus Cristo. “Batizados em Cristo”, eles foram revestidos de Cristo. A profissão de fé em Jesus é o princípio da comunhão entre os membros da comunidade.

A liturgia da palavra nos lembra que, como discípulos de Jesus, nós precisamos professar a fé no mistério da Sua Paixão, Morte e Ressurreição. A partir da profissão de fé, o discípulo precisa assumir as consequências de anunciar o Evangelho, entre tantas, a de perder a própria vida em prol do anúncio do Reino de Deus [evangelho]. No Mistério Pascal de Cristo, olhando para Cristo que sofre, somos convidados a reafirmar a fé professada e, animados pelo Espírito, assumir a missão [primeira leitura]. Jesus é que nos une, é por Ele que anunciamos o Evangelho, a Boa Nova, o reino de paz e justiça. Se estamos unidos com Ele, por Ele e n’Ele, no nosso meio, não há espaço para brigas, divisões, intrigas e fofocas [segunda leitura]. 

Portanto, peçamos a graça de amar e temer a Deus, pois reconhecemos que Ele nunca cessou de nos conduzir, afinal, a nossa alma “tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus” [salmo responsorial].

Autoria: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira 
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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