Rádio Som de Deus



Lançado em: 24-05-2019

Conduzidos pelo Espírito

 Meus queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o sexto domingo da Páscoa. Esse tempo litúrgico, a Páscoa, está chegando ao fim. Finalizá-lo-emos com as celebrações da Ascensão do Senhor (próximo domingo) e Pentecostes (no domingo seguinte a Ascensão).

Nesses últimos domingos, a Igreja, com a Liturgia, tem refletido a respeito de algumas orientações práticas que Jesus, segundo o evangelho de João, deu aos seus discípulos, antes de sofrer e morrer na Cruz, carregando o peso dos nossos pecados.

 A Liturgia da Palavra de hoje, especificamente, o evangelho, continua a apresentação do grande discurso de Jesus aos seus discípulos, onde Ele apresenta o amor como novo mandamento e a vinda do Espírito Santo (o Paráclito, o Defensor), após o Seu retorno para junto do Pai. Essa fala de Jesus, no evangelho de hoje, ajudar-nos-á a compreender a mensagem da Liturgia da Palavra de hoje. Por isso, iniciaremos a nossa reflexão, hoje, de forma especial, pelo Evangelho.

No evangelho de hoje, extraído do evangelista João (Jo 14,23-29), Jesus continua o seu grande discurso de despedida. Ele relembra aos discípulos a importância de guardar a Sua Palavra, ou seja, os discípulos precisam assumir, em suas vidas os ensinamentos do Senhor, para que, assim, o Pai, o Filho e o Espírito Santo ali façam morada. Nessa missão de assumir a Palavra do Senhor na vida, Jesus conforta os discípulos, dizendo-lhes que eles não estarão só. O Pai que enviou o Filho também enviará o Defensor (o Espírito Santo, o Paráclito) que ensinará e lembrará aos apóstolos a importância de guardar a Palavra de Jesus. Como nos lembra Jesus que é a “função” do Espírito Santo é esta. Os seguidores de Jesus não precisam se preocupar, ou melhor, “não [deixar que] se perturbe, nem se atemorize o [seu] coração” (v.27c), pois o Espírito de Deus os conduzirá.

Na primeira leitura, extraída do livro dos Atos dos Apóstolos (At 15, 1-2.22-29), encontramos o relato do primeiro “problema” na comunidade cristã: a circuncisão. Alguns defendiam, inclusive Pedro, que as pessoas que se convertiam à comunidade cristã deveriam circuncidar-se. Outros, por sua vez, inclusive Paulo, defendiam que a circuncisão não era necessária para aqueles que não eram judeus e aderiam à comunidade cristã. Os apóstolos, reunidos em Jerusalém, discutiam isso. Inspirados pelo Espírito de Deus (“pois decidimos, o Espírito Santo e nós [v.28]) resolveram o “problema” proclamando que não deviam “inquietar os pagãos [os não adeptos do judaísmo] que se convertem a Deus. Vamos somente prescrever que eles evitem as uniões ilícitas, comer carnes de animais sufocados e o uso de sangue” (v.29).

Na segunda leitura, extraída do livro do Apocalipse de São João (Ap 21, 10-14.22-23), João tem a visão da morada de Deus. Essa é rica de detalhes. Ele, conduzido pelo espírito, é levado a uma montanha grande e alta e vê a morada de Deus. Nela, João consegue enxergar a glória de Deus cercada por uma grande muralha e fundada sobre os doze alicerces, “e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (v. 14). A Nova Jerusalém, vista pelo visionário é, como a Igreja, fundamentada sobre o alicerce dos Apóstolos (Novo Testamento) e dos Profetas (Antigo Testamento). Ela é totalmente diferente do mundo que conhecemos: ela é santa, repleta da presença de Deus e do Cordeiro.

Portanto, a Liturgia da Palavra de hoje nos ensina que precisamos nos abrir, para a graça do Espírito Santo agir em nós. Não precisamos afligir os nossos corações com as preocupações e/ou situações do mundo. O Espírito de Deus irá nos ajudar e ensinar. Ele nos lembrará de guardar a Palavra de Jesus e fazer das nossas vidas, de fato, verdadeiros evangelhos vivos. “Pregue Evangelho em todo tempo. Se necessário, use as palavras” ou “tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam” (São Francisco de Assis) [evangelho]. Precisamos deixar que o Espírito Santo nos ajude com os nossos gestos, palavras, ações e atitudes. Seja qual for o problema e/ou situação, deixemo-nos ser inspirados pelo Espírito, somos discípulos e discípulas de Cristo Jesus, estaremos fazendo a Sua vontade [primeira leitura]. A nova Jerusalém é a morada de Deus com os homens. A nossa comunidade deve ser essa nova Jerusalém, inspirada e animada pelo Espírito que tem Cristo como centro e luz. Só assim será uma comunidade onde reina a fraternidade, unidade e comunhão entre os seus membros.

Peçamos a graça a Deus todo-poderoso de celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra a Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos e que, animados pelo Espírito Santo, possamos glorificar ao Senhor [salmo responsorial].

Autoria: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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