Rádio Som de Deus



Lançado em: 03-05-2019

Alegremo-nos, somos filhos do Deus vivo!

Meus queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o terceiro domingo da Páscoa. Encerramos a oitava da Páscoa, quando Jesus Ressuscitado aparecia às mulheres e aos discípulos sempre no primeiro dia da semana. A partir da segunda semana da Páscoa, até a Solenidade da Ascensão do Senhor, a liturgia da Igreja irá nos apresentar trechos dos Evangelhos que apontam a Ressurreição e as aparições de Jesus ressuscitado, as características das primeiras comunidades cristãs relatadas por Lucas, no livro dos Atos dos Apóstolos e a visão de João relatada no livro do Apocalipse.

Esses três relatos (das aparições de Jesus ressuscitado, das características das primeiras comunidades e da visão relatada no livro do Apocalipse) ajudarão a reacender em nós a chama da esperança, da comunhão e, sobretudo, da fé. E a Liturgia da Palavra de hoje nos aponta justamente para isso.

Na primeira leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos (At 5,27b-32.40b-41), os apóstolos, atendendo ao imperativo de Jesus e inspirados pelo Espírito de Deus (lembre: “‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos’” [evangelho do domingo passado]), anunciam o nome de Jesus a todas as pessoas. O anúncio do Cristo Ressuscitado incomodava as autoridades judaicas, pois, a adesão a Jesus crescia e, juntamente com isso, a culpa da morte de Jesus recaia, cada vez mais, sobre as autoridades judaicas que, como mostra a leitura de hoje, mandam prender os apóstolos. Contudo, mesmo sendo ameaçados e açoitados, os discípulos não negam Jesus. Pedro faz a defesa da comunidade de Jesus diante do Sinédrio, dizendo “importa mais obedecer a Deus do que aos homens” (v.30-32). Anunciar Jesus é o dever de todo cristão, proclamando a Sua Paixão, Morte e Ressurreição como salvação e remissão dos pecados.

Na segunda leitura, extraída do livro do Apocalipse de São João (Ap 5,11-14), João continua relatando uma visão que teve, onde ele vislumbra o Cordeiro e um livro selado que só aquele, o Cordeiro, que está sentado no trono poderá abri-lo. Nos versículos que ouvimos na proclamação dessa leitura, João relata a presença dos Seres vivos e os Anciãos que proclamavam as maravilhas de Deus: “‘o Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor’”. Esse Cordeiro imolado é Jesus (lembre-se: na hora em que Jesus morreu, se preparava o sacrifício pascal, no templo), o único capaz de revelar (abrir o livro) os mistérios de Deus. Os quatro seres vivos são prefigurados nos evangelistas: “o primeiro ser vivo era semelhante a um leão (Marcos); o segundo era semelhante a um touro (Lucas), o terceiro era semelhante a um homem (Mateus); o quarto era semelhante a uma águia (João)” [cf. Ap 4,7ss; Dn 6,27]. Todos os seres vivos proclamavam as maravilhas de Deus, ou seja, a plenitude de Sua glória. Por isso são sete atributos ao Cordeiro, ou seja, a Cristo Jesus (o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor) e o número sete, na Bíblia, simboliza perfeição.

No evangelho, extraído do evangelista São João (Jo 21,1-19), Jesus aparece ressuscitado junto ao lago de Tiberíades. Podemos dividir esse trecho em três partes: na primeira (v.1-3), os discípulos seguem a decisão de Pedro e, juntamente com ele vão pescar, mas nada conseguem; na segunda (v.3-13), Jesus aparece junto à margem e ordena-lhes que voltem e joguem as redes à direita, pois ali há peixes. Eles pescam e Jesus faz a refeição com eles; na terceira (v.14-19), Jesus tem um colóquio com Pedro, interrogando-o por três vezes, se ele, Pedro, o amava e, no final da conversa, indica o modo de como Pedro iria glorificar o Senhor. Essas três partes nos indicam o caminho que devemos seguir enquanto comunidade cristã. Primeiro, não podemos fazer nada por nós mesmos, devemos sempre estar atentos aos apelos do Senhor. Assim sendo, precisamos pôr em prática os seus pedidos e ensinamentos. Ao mesmo tempo, Ele pede para nós fidelidade, chamando-nos pelo nome e fazendo a pergunta “Fulano, tu me amas?”, para que, proclamando o amor por Jesus, possamos apascentar, assim como fez Pedro, a comunidade cristã.

Portanto, a Liturgia da Palavra de hoje nos exorta para a necessidade de reacender em nós a esperança. Precisamos ser sinal de esperança para as pessoas. As tribulações, as dores e as tristezas sempre irão aparecer nas nossas vidas. Contudo, não podemos perder a esperança, a convicção, a certeza no Cristo Jesus [primeira leitura]. Para isso, precisamos estar unidos, em comunhão. Na Igreja, não pode haver espaço para divisões, intrigas, desavenças e desunião. Devemos alimentar o espírito da comunhão, paz, fraternidade, amor e, principalmente, cooperação e ajuda aos pastores [evangelho]. Isso tudo só dará certo se a fé que professamos for em Cristo Jesus. Ele precisa ser em nossas vidas a plenitude, o tudo, a perfeição (o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor) [segunda leitura].

Peçamos a Deus a graça de sempre exultar pela renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus, esperemos com plena confiança o dia da ressurreição, para assim poder proclamar, “eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes” [salmo responsorial].

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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