Rádio Som de Deus



Lançado em: 26-04-2019

Páscoa: vida nova em Cristo

Meus queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o segundo domingo da Páscoa. Se durante quarenta dias, o tempo da Quaresma, a Igreja, com a sua liturgia, preparou-nos para celebrar o Tríduo Pascal (Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus), agora, por sua vez, ela, por cinquenta dias, coloca em nossas vidas e corações a presença do Cristo Ressuscitado. Iniciamos o tempo da Páscoa, proclamando a ressurreição de Jesus e encerramos esse tempo, recebendo o Espírito Santo, dom de Deus, na solenidade de Pentecostes.

A Liturgia de hoje nos mostra a importância do Cristo Ressuscitado em nossas vidas. De modo especial, utilizando o olhar, os textos de hoje nos impulsionam a anunciar que pela morte de Jesus, “a morte viu o fim. Do sangue derramado a vida renasceu. Meu coração me diz: ‘o amor me amou e se entregou por mim! Jesus ressuscitou!’”.

Na primeira leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos (At 5,12-16), encontramos o relato da numerosa adesão à comunidade do Ressuscitado. Essa dava testemunho de convivência, de vida (lembre-se: At 2,41-47 e da canção: “os cristãos tinham tudo em comum. Dividiam os seus bens com alegria”). Esse texto mostra a atuação da comunidade cristã que suscitava, pelos gestos, palavras e ações, ou seja, o testemunho de vida a admiração de todo o povo.

Na segunda leitura, extraída do Apocalipse de são João (Ap 1,9-11a.12-13.17-19), ouvimos a visão do Filho do Homem vislumbrada por João, “irmão e companheiro na tribulação e também no reino e na perseverança em Jesus” (v.9). Esse trecho que escutamos na leitura proclamada retrata a vocação de João, profeta apocalíptico. O Filho do Homem, visto na visão, está trajado com vestes que indicam as dimensões: sacerdotal, real e de juiz. Era morto e vive. Dispõe de tempos e mundo: a última palavra da História pertence a ele. Essa visão acontece no primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição. Esse é o dia que o Senhor fez para nós! É o dia que deve surgir para o Cristão encontrar o Ressuscitado presente na sua vida, na sua história.

No evangelho, extraído do evangelista João (Jo 20, 19-31), é narrada uma outra aparição de Jesus, após oito dias. E nós, com a Liturgia da Igreja, vivemos esses oito dias, a oitava da Páscoa, que antecederam o dia de hoje, o segundo domingo da Páscoa. Podemos dividir o evangelho proclamado hoje em duas partes. Na primeira (v.19-23), Jesus aparece aos discípulos e envia-lhes o Espírito Santo, contudo, nessa aparição, Tomé não estava. Na segunda (v.24-31), os que estavam presentes na aparição de Jesus e receberam o Espírito Santo, enviado por Jesus, testemunharam a Tomé que o Senhor lhes tinha aparecido, porém, o mesmo não acredita e afirma que só acreditaria se ele, o próprio, tocasse as mãos nas chagas abertas.

Somos convidados a estar reunidos com a comunidade do Senhor e a receber o Espírito Santo. Mas também somos chamados a tocar nas chagas de Jesus, para que, tendo contato com as marcas do Cristo Ressuscitado, reanimemos a nossa fé, proclamando que a morte não colocou um ponto final na vida de Jesus, pelo contrário, Ele a venceu, ressuscitando e dando-nos vida nova.

A liturgia de hoje nos convida a estar na presença do Cristo ressuscitado. Vendo a sua glória, reconhecendo que Ele é princípio e o fim, o vivo que foi morto e que tem as chaves da morte, Ele é o juiz do universo [segunda leitura]. Participando dos sofrimentos de Jesus e tocando as suas chagas, devemos assumir a Sua presença ressuscitada em nossas vidas, no nosso cotidiano [evangelho]. E isso tudo precisa ressoar em nossa vida, na nossa comunidade. Precisamos ser testemunhas de que a comunidade dos discípulos de Jesus, o Cristo morto e Ressuscitado é um lugar onde reina o amor, a paz, a justiça e a concórdia.

Peçamos a graça a Deus de reacender em nós a fé na renovação da festa pascal, aumentando a graça que nos foi concedida. Que Ele faça crescer em nós a compreensão do Batismo que nos lavou e o espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. E que, inspirados pelo Espírito Santo, possamos dar “graças ao Senhor, porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia!” [salmo responsorial].

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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