Rádio Som de Deus



Lançado em: 13-04-2019

Paixão e Morte de Cristo

Meus queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o domingo da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, o domingo de Ramos. Com a celebração de hoje, entramos, literalmente, na Semana Santa para celebrar a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Hoje, aclamamos, com ramos de oliveira, Jesus que entra em Jerusalém, para se doar na cruz pelos nossos pecados.

Na Liturgia da Palavra de hoje, de forma antecipada, meditamos o sofrimento, as dores e a morte de Jesus, na Cruz. Na procissão, é proclamado o texto com a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, contudo, na Missa, o momento ápice, é narrada a Paixão e Morte de Jesus. A Igreja, catequeticamente, lembra-nos que a glória de Jesus (lembre: Ele entrou em Jerusalém aclamado por ramos [cf. Mt 21,1-11, Mc 11,1-11, Lc 19,28-44 e Jo 12,12-19]) não consiste na aclamação gloriosa. A glória de Jesus perpassa na Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Na primeira leitura, extraída do livro do profeta Isaías (Is 50,4-7), encontramos o terceiro canto do servo do Senhor. No primeiro canto, o servo fala da sua vocação (cf. Is 42). No segundo, mostra a dificuldade da sua missão (cf. Is 49,1-6). No terceiro, a leitura de hoje, descreve o Servo como sendo o perfeito discípulo, o profeta fiel, que não tem oposição e perseguição, pois está ao lado de Deus.

Na segunda leitura, extraída da carta de são Paulo aos Filipenses (Fl 2,6-11), Paulo também entoa um hino que revela o despojamento de Cristo por nós e a exaltação d’Ele feita por Deus. Jesus, o filho de Deus, se tornou servo, obediente à vontade do Pai e exposto as tentações do mundo. Na sua missão, foi fiel até à morte da cruz mostrando a grandeza de sua fidelidade. Por isso, Deus o glorificou e o tornou Senhor.

No evangelho, extraído do evangelista são Lucas (Lc 22,14-23,56), é narrada a Paixão e Morte de Jesus na Cruz. Jesus, no evangelho de hoje, proclama em palavras, gestos e ações o hino da Sua Paixão e Morte. Ele sofre, por ver que seus discípulos foram incapazes de vigiar com Ele. Angustia-se e, nesse momento, as gotas de suor viram gotas de sangue. E é preso. Jesus, acompanhado pelo povo e conduzido pelo grupo dos soldados avança mais um pouco na subida. Passa Ele agora a não mais ser acompanhado pelos doze, mas pelos soldados e pelo o povo. Não bastasse todo aquele momento de sofrimento e dor, Jesus vê, conforme narra são Lucas, as três negações de Pedro. Aquele que por três vezes disse que O amava, agora diz que não O conhece. E Jesus entra no tribunal. A via dolorosa da Paixão ganha mais três personagens: Pilatos, Herodes e Barrabás. Herodes que O trata com zombaria e desprezo, Pilatos que lava as mãos e Barrabás que é utilizado como “moeda” de troca (a multidão prefere Barrabás e rejeita Jesus). Agora, o sofrimento tende a aumentar. Jesus, sob os açoites e o peso da cruz, sobe em direção ao calvário. Nessa subida, Jesus encontra Simão, o cireneu, que O ajuda a carregar a cruz, e as filhas de Jerusalém que choram por Ele. Jesus chega ao ponto final. É levantado no madeiro, acompanhado por dois ladrões. Ali, estavam presentes Sua mãe e o discípulo amado. Era chegada a hora da morte. Jesus carregou os nossos pecados sobre a cruz e os nossos pecados levaram Jesus para a cruz.

Quem condenou Jesus? Ele foi condenado por Judas que O traiu, por Pedro que O negou, por Pilatos que lavou as mãos, pelo povo que se aquecia diante do fogo, pelos soldados que repartiram as suas vestes, e aí também estamos todos nós. O caminho da Paixão não termina com a morte de Jesus. Para nós, cristãos, o processo da Paixão continua, mas em um sentido bem diferente.

Cabe a nós escolhermos qual será a nossa participação na história da Paixão de Jesus. Podemos escolher entre: a atitude do Cirineu que ajuda Jesus a carregar a cruz; a atitude das mulheres que choram; a atitude de Maria que fica silenciosa ao pé da cruz; a atitude dos que olham de longe, para ver como tudo irá terminar, assim como fizeram Judas, Pedro e Pilatos. E aí? Como diz a música, “a decisão é tua”.

Portanto, a liturgia da Palavra nos lembra que Deus enviou seu Filho, para morrer por cada um de nós [evangelho]; precisamos ser pacientes e confiantes [primeira leitura], para assim, podermos nos assemelhar à fidelidade de Cristo e receber a glória do Pai [segunda leitura].

Peçamos a graça de sermos exemplos de amor, fidelidade e humildade, assim como foi Jesus. Que Ele nos conceda aprender o ensinamento da Paixão e Morte para que, com Ele, possamos ressuscitar. Amém.

Autoria: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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