Rádio Som de Deus



Lançado em: 04-04-2019

EXULTEMOS DE ALEGRIA!

Meus queridos irmãs e irmãos, estamos celebrando o quinto domingo da Quaresma, o último domingo, antes da Semana Santa. Durante todo esse Tempo Litúrgico, constantemente, estamos refletindo sobre a necessidade de intensificar as nossas orações, jejuns e caridade. Essas ações perpassam pela grande festa da reconciliação, ou seja, quando nós abandonamos a vida de pecado e voltamos para a casa do Pai.

A Liturgia da Palavra de hoje nos exorta a não olhar mais para o mal que o pecado fez na nossa vida, ou seja, não podemos ficar olhando para as mazelas do nosso passado, pois “maravilhas fez conosco o Senhor” e, por isso, devemos exultar de alegria.

Na primeira leitura, extraída do livro de Isaías (Is 43,16-21), o profeta relembra os prodígios que o Senhor fez em favor do seu povo. Ele abriu uma passagem no mar, fez cair os cavalos e cavaleiros. Da mesma forma que Deus fez esses portentos em favor do seu povo recém-saído da escravidão do Egito, também fará por cada um de nós. Precisamos confiar! No deserto da nossa vida, Deus abrirá uma estrada e fará brotar rios de água viva e louvores entoaremos a nosso Deus.

Na segunda leitura, extraída da carta de são Paulo aos Filipenses (Fl 3,8-14), Paulo se encontra na prisão e a cada dia se sente mais próximo da morte. Contudo, a morte para ele não é um ponto final, mas sim, princípio para o encontro com Cristo. Paulo não se importa com o seu passado, pois todo o seu presente ele perdeu em honra a Cristo. Ele corre para alcançar a Cristo, mas Cristo, com a Sua misericórdia, já o alcançou. Ele lembra que não precisamos nos prender ao passado, mas sim, ao que está a nossa frente, a glória de Cristo ressuscitado.

No evangelho, extraído do evangelista são João (Jo 8,1-11), Jesus tinha ido, de madrugada, ao monte das Oliveiras e havia retornado ao Templo e lá começava a ensinar. Enquanto Ele ensinava os mestres da Lei e os fariseus, trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Esse, na Bíblia e na atual sociedade, costuma se referir às relações sexuais consensuais entre uma pessoa casada — homem ou mulher — e alguém que não é seu cônjuge (cf. Jó 24,15; Pr 30,20). Em termos bíblicos, o adultério é detestável aos olhos de Deus. No antigo Israel, essa ação era punida com a morte (cf. Lv 18,20.22.29). Jesus também ensinou que não devemos cometer adultério (cf. Mt 5,27-28; Lc. 18,18-20). Nesse episódio, Jesus adverte a todos que em suas mãos traziam pedras para apedrejar a mulher que assim o fizessem se não tivessem pecado. Cada um, começando pelos mais velhos, foram reconhecendo a sua vida de pecado e deixando as pedras no chão. À mulher Jesus diz: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou? Ela respondeu: ‘Ninguém Senhor’. Então Jesus lhe disse: ‘Eu também não te condeno. Podes ir e de agora em diante não peques mais’”.

O eixo principal dessa passagem do evangelho não está na quantidade e/ou qualidade do pecado da mulher não identificada, mas sim no contraponto da “justiça” dos mestres da Lei e fariseus com a misericórdia de Deus. Essa cena já tinha sido ilustrada na Bíblia. No livro de Daniel (cf. Dn 13), os anciãos queriam julgar a virtude de uma mulher, enquanto eles mesmos estão cheios de pecado. Porém, a mulher do livro de Daniel era justa (não tinha pecado). A do evangelho de hoje, não. Isso nos mostra que Deus não só protege os justos, salva também os pecadores, abrindo-lhes o caminho para que não voltem a pecar. No Evangelho de hoje, Jesus não está preocupado com o pecado da mulher, mas que ela se converta e volte para casa, com a decisão de não pecar mais, pois a misericórdia de Deus a alcançou.

A liturgia da Palavra nos convida a reconhecermos a nossa condição de pecadores. Nós que somos pecantes precisamos voltar para a casa do Pai. Assim como Deus constantemente atuou na História da Salvação em favor do seu povo, Ele o faz na nossa história. Quando estamos tristes, Ele faz brotar a alegria. Quando desanimados, Ele nos anima [primeira leitura]. Reconciliados com Deus, lancemos o nosso olhar adiante. A conversão é deixar-se levar pela força de Cristo, esquecendo a vida de pecado e aspirando a glória da ressurreição [segunda leitura]. Não podemos nos acostumar com o pecado. Deus está sempre de braços abertos para nos acolher e dar o Seu perdão. Precisamos ter a coragem de não mais pecar, de voltar para casa, para nossas vidas e sermos pessoas melhores, pois fomos reconciliados com Deus.

Peçamos a graça a Deus de sempre caminharmos com alegria, na mesma caridade que levou Jesus a entregar-se à morte, como prova do seu amor por todos nós e que possamos proclamar com as nossas vidas que “maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria”.

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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