Rádio Som de Deus



Lançado em: 22-03-2019

Temor a Deus, Paciência e Conversão

 

Meus queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje o terceiro domingo da Quaresma. Estamos mais próximos, a cada dia, de vivenciarmos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, ou seja, a Semana Santa, como se diz popularmente. Contudo, para bem celebrar o Mistério Pascal de Jesus precisamos nos preparar. O tempo da Quaresma é essa preparação. A Igreja nos convida, nesse tempo litúrgico, a reconciliação, a conversão, a oração, ao jejum e a caridade.


Atualmente, há quem diga que a nossa sociedade perdeu o senso do errado, ou seja, errar tornou-se uma prática comum. No âmbito religioso, esse pensamento é mais profundo. As pessoas, a cada dia, estão perdendo o senso de pecado. Estamos entrando no costume de cometer faltas e pecados. Esquecemos, por vezes, que a experiência feita com Jesus exige de nós uma conversão.


Justamente sobre isso que a Liturgia da Palavra nos diz hoje. Deus é justo, tem paciência, mas, espera de nós uma mudança de vida, ou seja, uma conversão.


Na primeira leitura, extraída do Êxodo (Êx 3,1-8a.13-15), nos é relatada a experiência de Moisés com Deus através do fogo da sarça ardente. Moisés estava pastoreando no deserto e se depara com o monte Horeb e nele com um fogo que não consumia. Na presença de Deus, Moisés é eleito para anunciar ao povo a sua libertação. Deus viu a aflição e ouviu o clamor do seu povo que sofria no Egito. Em Moisés a aliança feita com Abraão, Isaac e Jacó é continuada. Isso significa dizer que Deus está atento as necessidades do seu povo e se compadece e intervém em favor dos seus filhos.


Na segunda leitura, extraída da primeira carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 10,1-6.10.12), Paulo faz memória a História da Salvação, especialmente, as lições ensinadas por Deus durante o êxodo, os anos passados no deserto. A passagem pelo Mar Vermelho, o maná (pão descido do céu), a água que brota do rochedo são sinais dos cuidados de Deus para com seu povo. Contudo, Deus amou tanto o mundo que enviou seu filho. Em Jesus, a aliança de Deus com seu povo é plenificada. Paulo exorta para a necessidade de uma constante conversão. O cristão não pode outorgar-se convertido, pelo contrário, a cada amanhecer ele deve renovar a sua adesão a Cristo. As tentações são muitas e “quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (v.12).


No evangelho, extraído do evangelista São Lucas (Lc 13,1-9), Lucas relata duas catástrofes: o extermínio, promovido por Pilatos, de alguns galileus e as dezoito pessoas que morreram com a queda da torre de Siloé. Os judeus perguntaram a Jesus que mal fizeram os galileus e as dezoito pessoas. Jesus responde: “a questão não é saber que mal eles fizeram; a questão é que vocês mesmos não devem considerar isentos dos castigos por serem bons judeus; digo-lhes: se vocês não se converterem, conhecerão a mesma sorte!”. A passagem do evangelho nos exorta que as catástrofes não são castigos, mas lembretes! A conversão se faz necessária. Deus é paciente. A paciência é simbolizada na parábola contada por Jesus. Havia uma figueira na vinha. Um homem foi procurar figos e não encontrou. Já fazia três anos que não produzia figos e o homem mandou cortá-la. Contudo, alguém intercede em favor da figueira e diz que cavará e colocará adubo em volta e, quem sabe, ela não volte a produzir frutos. Assim Deus faz também conosco. A cada dia, dar-nos oportunidade de sermos pessoas melhores. A decisão de mudar de vida cabe a nós.

A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra da necessidade do temor a Deus, ou seja, reconhecer a Sua participação em nossa vida e a paciência de Deus para conosco. Tudo isso está voltado para a necessidade de nos converter a cada dia. Deus age na nossa história, na nossa vida. Está atento as nossas necessidades, dificuldades, angústias e tristezas (primeira leitura). Precisamos reconhecer isso em nossas vidas. Deus atua na nossa vida cuidando de nós. Contudo, não podemos nos vangloriar por isso. Precisamos estar atentos às tentações e, com a ajuda de Deus, as venceremos (segunda leitura). Deus exige de nós a conversão. Ele é paciente, bondosos e compassivo. Atentos aos sinais dos tempos precisamos renovar a nossa conversão, a cada dia (evangelho).

Peçamos a graça de Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade que acolha a nossa conversão, ou seja, a confissão da nossa fraqueza, para que, confrontados pela consciência de nossas faltas e pecados, sejamos confortados pela vossa misericórdia, pois, o Senhor é bondoso e compassivo (salmo responsorial).

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira

Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




5 Últimos Lançamentos

Eis que tudo se faz novo! - 17-04-2019


Paixão e Morte de Cristo - 13-04-2019


EXULTEMOS DE ALEGRIA! - 04-04-2019


Festa da Reconciliação - 27-03-2019


Em Cristo, transfigurados! - 18-03-2019


Rádio Som de Deus
Momentos da Noite de Artes da Comunidade Regina Pacis 2016. Fonte: Paróquia Nossa Senhora das Graças
Copyright © 2016 - Rádio Som de Deus
Todos os direitos reservados