Rádio Som de Deus



Lançado em: 15-02-2019

Crê e confia no Senhor

Meus irmãos e irmãs, estamos celebrando o sexto domingo do Tempo Comum. Nesse tempo litúrgico, como já dissemos em outras meditações, a Igreja nos faz refletir algumas temáticas que animam a fé que professamos. 

Quando estamos na expectativa da chegada de um novo ano, sempre elevamos a prece de que o ano vindouro traga consigo muita paz, alegria, serenidade, felicidade, saúde e tudo que há de bom. No entanto, o ano de 2019 iniciou aflorando em nós a angústia, a tristeza, a dor e o luto.

As situações foram diversas. A lama que invadiu, desmantelando a cidade de Brumadinho, em Minas Gerais; a água que inundou a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro; o fogo que ceifou a vida dos jogadores do Flamengo; o acidente que extinguiu a vida de Ricardo Boechat, jornalista do Grupo Bandeirantes. Esses infortúnios foram os mais publicados pelo jornalismo brasileiro e internacional, contudo, muitas outras fatalidades aconteceram no território brasileiro e mundial.

Diante de tudo isso, a Liturgia da Palavra de hoje quer despertar em nós o sentimento, a virtude da esperança, que é dom e provém de Deus. O cristão não pode deixar-se abater pela dor. Esse precisar confiar e depositar sua esperança no Deus que o salva, ampara e liberta.

Na primeira leitura, extraída do profeta Jeremias (Jr 17,5-8), o Senhor se utiliza de Jeremias para exortar o povo para a necessidade de confiar em Deus. Faz isso, empregando dois exemplos. Primeiro, apresenta um homem que confia em outro homem. Esse não prospera, pois “o seu coração se afasta do Senhor” (v. 5c). Segundo, o homem que confia e deposita sua esperança no Senhor. Esse prospera “é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor” (v.8). Portanto, seja qual for a nossa dificuldade precisamos confiar no que Deus reserva para nós.

Na segunda leitura, extraída da primeira carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,12.16-20), Paulo exorta a comunidade a respeito da ressurreição de Cristo. Se Cristo ressuscitou dos mortos, também nós, em Cristo, ressuscitaremos no último dia. A admoestação paulina abarca também a “profundidade e maturidade” de fé daquela gente. Se a fé que eles professam não os faz ter a convicção de que Jesus ressuscitou, vã será a fé deles.

No evangelho extraído do evangelista Lucas (Lc 6,17.20-26), nos é relatado o Sermão da Planície que, na verdade, é uma “forma reduzida” do Sermão da Montanha (cf. Mt 5,1-12). Jesus fala para os discípulos e à multidão que ali estava reunida, apresentando quatro bem-aventuranças e quatro sentenças, anunciando a salvação aos que sabem que nada têm e, por isso, sem restrição, esperam em Deus. Os que confiam em suas próprias forças, deixando Deus de lado, irão perecer.

A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra que devemos esperar e confiar no Senhor, a partir de três exemplos. Primeiro, não podemos depositar a nossa esperança nos homens, porque, eles são falhos e nos decepcionam. Pelo contrário, “bendito [é] o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor” (v.7) [primeira leitura]. Segundo, a fé que professamos é mediada pelo Cristo, morto e ressuscitado. A história da salvação é plenificada na encarnação, morte e ressurreição do Filho de Deus. Assim, devemos esperar e acreditar que, mortos com Cristo e ressuscitados com Ele, somos “novas criaturas, as coisas antigas já se passaram, somos nascidos de novo” [segunda leitura]. Terceiro, não podemos nos deixar iludir pelos nossos dons e talentos. Sem Deus, somos nada. Com Deus, somos tudo. Precisamos confiar e nos alegrar “pois será grande a recompensa no céu” (v.23) para os que acreditam e esperam no Senhor [evangelho].

Há quem diga que esse ano de 2019, diante de tantas tristezas, dor e luto, será um ano terrível. Porém, para quem acredita, espera e confia no Senhor, as dificuldades, as dores, o luto sempre são mais leve, porque Ele nos acalma e conforta. Lembre-se das palavras de Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).

Peçamos a Deus a graça de sempre ter os nossos corações sinceros e retos, proporcionando-nos viver de tal modo, que Ele possa habitar em nós, pois é feliz quem a Deus se confia.

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira

Revisão Ortográfica: Nelmira Moreira




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