Rádio Som de Deus



Lançado em: 25-01-2019

Igreja: presença de Cristo na vida das pessoas.

Meus irmãos e irmãs, estamos celebrando o terceiro domingo do Tempo Comum. Durante esse tempo, a Igreja, com a sua liturgia, nos propõe temáticas que fortificam e reanimam a fé que professamos. Hoje, a liturgia da Palavra convida-nos a refletir sobre a dimensão da eclesialidade, ou seja, a nossa participação na Igreja.

Historicamente, a Igreja-templo foi um espaço arquitetônico e referencial para as nossas cidades, prova disso é que encontramos, facilmente, as Igrejas construídas em praças e lugares altos. No entanto, a Igreja-templo não é, somente, espaço de referência externa, mas, sim, de referência interna, pois, nela, Deus habita. Além disso, nesse santo lugar, os fiéis se reúnem para louvar, bendizer, agradecer e rezar perante o Senhor.

Na primeira leitura, extraída do livro de Neemias (Ne 8,2-4a.5-6.8-10), o povo de Deus está reunido, para a leitura da Palavra do Senhor, da Lei do Senhor. Esdras, que é escriba, faz a leitura da Lei e a explica para todos que estavam reunidos na praça. Ao ouvir a proclamação da Lei e a sua explicação, o povo, guiado por Neemias e Esdras, louva e bendiz ao Senhor e, ao mesmo tempo, chora, ao ouvir e compreender a Lei. Porém, os profetas consolam e exortam, para que eles confiem na Lei do Senhor. Em seguida, o povo deveria ir para casa comer carnes gordas e tomar bebidas doces, repartindo com os irmãos que nada têm, pois a alegria do Senhor é a sua força.

Na segunda leitura, extraída da primeira carta de são Paulo aos Coríntios (1Cor 12,12-30), Paulo exorta ao povo reunido em assembleia que eles estão ali, em nome do Senhor. Aquela assembleia é formada por diferentes pessoas cada uma tem o seu jeito, perfil, suas preferências, porém, essa diversidade não pode gerar, nem promover uma divisão, nem, muito menos, uma apatia na comunidade. Para explicar isso, Paulo se utiliza da imagem de um corpo com os seus membros (por exemplo: “Se o pé disser: 'Eu não sou mão, portanto não pertenço ao corpo', nem por isso deixa de pertencer ao corpo” [v.15]). Esse corpo, que é a Igreja, a cabeça que guia todos os membros (braços, pernas, etc) é o Cristo Jesus e os membros somos todos nós batizados em Seu nome.

No evangelho, a liturgia de hoje apresenta dois trechos extraídos do evangelista são Lucas (Lc 1,1-4;4,14-21),  do evangelho de Lucas. Primeiro, Lucas aponta o endereço e o objetivo do evangelho. Escreve para Teófilo e toda a comunidade com o objetivo de “ordenar” (colocar ordem) nos acontecimentos da vida de Jesus. No segundo, Lucas relata o episódio de Jesus na sinagoga em dia de sábado: Jesus entra na sinagoga e proclama a leitura retirada do profeta Isaías “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” [Is 61,1ss]. Nesse dia, Jesus afirma que a passagem de Isaías proclamada por Ele se cumpria. Assim, assume isto e, automaticamente, revela-se como enviado do Senhor, aquele anunciado pelos profetas que havia de vir.

A partir dos textos proclamados, três mensagens ficam claras para nós: primeiro, não podemos deixar de ir à Igreja, para celebrar à mesa da Palavra e da Eucaristia. Seja qual for o nosso sofrimento, o Senhor, com o pão que dá a vida e a palavra que liberta, nos ajudará [primeira leitura]; segundo, não podemos dar espaço para que, na Igreja exista “picuinhas”, fofocas, “disse-me-disse”, disputas e nem nos afastar por causa disso, pois, é por Cristo e em Cristo que estamos ali reunidos [segunda leitura]; terceiro, a fé que professamos não pode se limitar somente à Igreja-templo. A partir do encontro com o Senhor, por meio da Palavra e da Eucaristia, somos impulsionados a sair em missão. O Senhor que nos reúne na Igreja também nos envia em missão [evangelho].

Portanto, a liturgia da Palavra de hoje provoca em nós a reflexão, a dimensão da eclesialidade, ou seja, a nossa participação na Igreja, onde somos animados e alimentados pela Palavra e pela Eucaristia. O domingo, para o cristão, é o dia de encontro com o Senhor, na Igreja. Nesse sentido, o cristão não pode se esquecer da importância do domingo, para a vivência da sua fé. No domingo, somos acolhidos na casa de Deus. Lá, como família, “reunimo-nos, para escutar a Palavra e repartir o pão consagrado, recordando a ressurreição do Senhor, na esperança de ver o dia sem ocaso, quando a humanidade inteira repousará junto do Pai” (Prefácio do Domingos Comum IX - O dia do Senhor). Essa experiência de fé provocará em nós a alegria de proclamar as palavras anunciadas pelo salmista de hoje “vossa Lei é perfeita, ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida [...] Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração”.

Peçamos à Virgem Maria que nos ajude a vivermos o sentido de ser Igreja sendo a presença de Cristo na vida das pessoas.

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira

Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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