Rádio Som de Deus



Lançado em: 16-05-2018

Com os olhos para os céus, testemunhamos

 

                Meus queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje a solenidade da Ascensão do Senhor aos céus. Por isso, liturgia de hoje nos apresenta Jesus que sobe aos céus. Essa subida aos céus também é um dado importante para a vivência da fé que professamos, pois, após subir aos céus, Ele envia o Espírito Santo, o paráclito, para nos animar no mandado que Ele mesmo nos deu “ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20).

Juntamente com a solenidade da Ascensão, hoje, celebramos o dia das mães. Nesse sentido, a liturgia nos oferece um horizonte para refletirmos a Palavra de Deus proclamada e o testemunho, com os olhos para os céus, que uma mãe dá ao seu filho.

Na primeira leitura, extraída do livro dos Atos dos Apóstolos (At 1,1-11), Lucas inicia o livro, fazendo memória de toda a vida de Jesus já relatada por ele próprio, em seu evangelho. A leitura nos relembra algumas atitudes de Jesus, para desembocar na mensagem que o texto nos traz: com os olhos para os céus, ou seja com os olhos fixos em Jesus, os discípulos precisam testemunhar.

Na segunda leitura, extraída da carta de são Paulo aos Efésios (Ef 1,17-23), Paulo faz uma prece em favor da comunidade de Éfeso, rogando que recaia sobre os efésios o espírito de sabedoria, para que eles possam ser animados em responder ao chamado que o próprio Deus lhes faz de serem suas testemunhas.

No evangelho, extraído de são Marcos (Mc 16,15-20), Jesus, após ressuscitar, lembra aos discípulos qual será a missão de cada um deles. Eles recebem do mestre a missão de ir pelo mundo inteiro e anunciar o Evangelho a toda a criatura e vislumbram Jesus subir aos céus. Com o olhar para os céus, enxergam dois homens que lhes lembra que chegou o momento de ir, ou seja, a hora de sair em missão.

A liturgia então nos convida a sermos testemunhas do Cristo Ressuscitado. Nesse sentido, lembra-nos que o nosso testemunho deve ser fruto do olhar para os céus, ou seja, do olhar para o Mestre. Aqui, encontramos o verdadeiro sentido da missão. Ao experienciarmos a Ascensão do Senhor, somos interpelados a partirmos em missão, porém, essa deve ser fruto do nosso olhar para o Mestre que sobe aos céus e não nos deixa sozinhos. Do céu, Ele manda o Espírito da verdade, o Espírito que nos animará na missão.

Testemunhar exige o nosso olhar para o mestre, ou seja, o olhar para os céus (primeira leitura). Porém, esse testemunho não é uma propagação de um sonho, uma ilusão, mas é fruto de um mandado: “ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). Nesse caminho de testemunhas, somos inspirados e animados pelo Espírito Santo que nos dá sabedoria e discernimento no anúncio do Evangelho (segunda leitura).

No dia de hoje, também celebramos o dia das mães. Mães que geram e mães que criam. A liturgia de hoje é propícia também para o dia das mães, porque, os filhos enxergam em suas mães uma referência, um princípio norteador. Assim também os discípulos enxergavam Jesus. Eles acreditavam em Jesus, porque Suas palavras lhes confortavam, animavam, mas também, puxavam-lhes as orelhas, se assim fosse preciso. Assim também são nossas mães. Elas amam seus filhos, lhes dando carinho, amor e conforto, porém, se for preciso, elas também puxam as orelhas dos seus filhos.

Olhando para Jesus que sobe aos céus, nós, discípulos-missionários, somos convidados anunciar o Evangelho, tendo a certeza de que Jesus envia o Espírito Santo para nos animar e confortar mediante as dificuldades da missão.

Na nossa condição de filhos, olhando para as nossas mães, conduzimos as nossas vidas, tendo a certeza de que o colo materno sempre teremos. No colo de uma mãe, o filho encontra carinho, amor e conforto. No colo de uma mãe, o filho encontra ânimo para conduzir a sua vida. Mesmo o filho que já tenha se despedido, em definitivo, de sua mãe, lá do céu, ela sempre rogará, intercederá por esse filho, pois o amor de mãe não se mede, se vive. Assim também, o amor de Jesus por nós não se explica, se vive.

Peçamos à Maria, Ela que, por primeiro soube testemunhar, olhando para o céu, que o Senhor viu a sua pequenez e nela fez maravilhas, (cf. Lc 1,46-55) que interceda por nós e por nossas mães, assim seja. Amém!

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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