Rádio Som de Deus



Lançado em: 13-05-2018

Com os olhos para os céus, testemunhamos

Meus queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje a solenidade da Ascensão do Senhor aos céus. Hoje, a liturgia nos apresenta Jesus que sobe aos céus. Essa subida aos céus também é um dado importante para a vivência da fé que professamos, pois, após subir aos céus, Ele envia o Espírito Santo, o paráclito, para nos animar no mandado que Ele mesmo nos deu “ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). 

Juntamente com a solenidade da Ascensão, hoje, celebramos o dia das mães. Nesse sentido, a liturgia nos oferece um horizonte para refletirmos a Palavra de Deus proclamada e o testemunho, com os olhos para os céus, que uma mãe dá ao seu filho.

Na primeira leitura, extraída do livro dos Atos dos Apóstolos (At 1,1-11), Lucas inicia o livro fazendo memória de toda a vida de Jesus já relatada por ele (Lucas) no evangelho (de Lucas). A leitura nos relembra algumas atitudes de Jesus para desembocar na mensagem que o texto da primeira leitura de hoje nos traz: com os olhos para os céus, ou seja com os olhos fixos em Jesus, os discípulos precisam testemunhar. 

Na segunda leitura, extraída da carta de são Paulo aos Efésios (Ef 1,17-23), Paulo faz uma prece em favor da comunidade de Éfeso rogando que recaia sobre os efésios o espírito de sabedoria para que eles possam ser animados em responder ao chamado de serem testemunhas que o próprio Deus lhes faz.

No evangelho, extraído de são Marcos (Mc 16,15-20), Jesus, após ressuscitar, lembra os discípulos qual será a missão de cada um deles. Os discípulos recebem do mestre a missão de ir pelo mundo inteiro e anunciar o Evangelho a toda a criatura e vislumbram Jesus subir aos céus. Com o olhar para os céus enxergam dois homens que lhes lembra que chegou o momento de ir, ou seja, a horade sair em missão.

A liturgia de hoje nos convida a sermos testemunhas do Cristo Ressuscitado. Nesse sentido, lembra-nos que é o nosso testemunho deve ser fruto do olhar para os céus, ou seja, do olhar para o Mestre. Aqui encontramos o verdadeiro sentido da missão. Ao experienciarmos a Ascensão do Senhor somos interpelados a partirmos em missão, porém, essa deve ser fruto do nosso olhar para o Mestre que sobe aos céus e não nos deixa sozinhos. Do céu, Ele manda o Espírito da verdade, o Espírito que nos animará na missão. 

Testemunhar exige o nosso olhar para o mestre, ou seja, o olhar para os céus (primeira leitura). Porém, esse testemunho não é uma propagação de um sonho, uma ilusão. Ele, o testemunho, é fruto de um mandado “ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15); esse anúncio é fruto da experiência com o mestre, ou seja, o olhar para os céus (evangelho). Nesse caminho de testemunhas, somos inspirados e animados pelo Espírito Santo que nos dá sabedoria e discernimento no anúncio do Evangelho (segunda leitura).

No dia de hoje, também celebramos o dia das mães. Mães que geram e mães que criam. A liturgia de hoje é propícia também para o dia das mães, pelo motivo que, os filhos enxergam em suas mães uma referência, um princípio norteador. Assim também os discípulos enxergavam Jesus. Eles acreditavam em Jesus, porque, a palavra de Jesus lhes confortava, animava, mas também, puxava-lhes as orelhas se assim fosse preciso. Assim também são nossas mães. Elas amam seus filhos lhes dando carinho, amor e conforto; porém, se assim forpreciso elas também puxam as orelhas dos seus filhos.

Olhando para Jesus que sobe aos céus, nós, discípulos-missionários, somos convidados anunciar o Evangelho tendo a certeza de que Jesus envia o EspíritoSanto para nos animar e confortar mediante as dificuldades da missão. 

Na nossa condição de filhos, olhando para as nossas mães, conduzimos as nossas vidas tendo a certeza que o colo materno sempre teremos. No colo de uma mãe, o filho encontra carinho, amor e conforto. No colo de uma mãe, o filho encontra ânimo para conduzir a sua vida. Mesmo o filho que já tenha se despedido, em definitivo, de sua mãe lá do céu ela sempre rogará, intercederá por esse filho, pois, o amor de mãe não se mede, se vive. Assim também, o amor de Jesus por nós não se explica, se vive.

Peçamos à Maria, Ela que por primeiro soube testemunhar, olhando para céu, que o Senhor viu a sua pequenez e nela fez maravilhas (cf. Lc 1,46-55) que interceda por nós e por nossas mães, assim seja. Amém!

Autor: Seminarista Icaro Marcos Soledade Oliveira

Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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